sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Óculos de grau

Vejo por trás da lente o seu olho esbugalhado. Penso o que você sente vendo o mundo enquadrado que melhora a sua visão, mas não serve pra minha. E no banho imagino você enxergando embaçado. Cada um vê com o olho que tem. Aquilo que pode e o que lhe convém! Cada um vê com o olho que tem... E se o olho não vê e o coração não sente, janela da alma é crente.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

More than words...

"Saying I love you. Is not the words I want to hear from you. It's not that I want you. Not to say, but if you only knew how easy it would be to show me how you feel. More than words is all you have to do to make it real. Then you wouldn't have to say that you love me cause I'd already know. Now that I've tried to talk to you and make you understand, all you have to do is close your eyes and just reach out your hands and touch me. Hold me close don't ever let me go! More than words is all I ever needed you to show then you wouldn't have to say that you love me cause I'd already know. More than words..."

(8) Extreme.

não, realmente não são as palavras q quero exatamente ouvir. e a palavra vem, querendo se esconder no silêncio, baixinha com a altura da intenção, da insegurança. palavras de um futuro bom.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Você é o que ninguém vê!

Você é os brinquedos que brincou, as travessuras que viveu, os desenhos que assistiu, os segredos que guardou, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, você é o que você lembra, mas também o que não lembra. Você é o sorriso, a gargalhada, a infância que você recorda, mas também os ferimentos que restaram dela. Você é a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora. Você é o abraço inesperado, o abraço apertado, a força dada para o amigo que precisa, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junta. Você é o orgasmo, o beijo, a mordidinha carinhosa, os apelidos dados pelas pessoas que você mais admira, você é o que você desnuda. Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, a preguiça, a raiva que tudo isso dá. Você é os filmes que gosta, as músicas que tantas lembranças lhe trazem, você é a ópera que lhe surpreendeu e arrepiou, você é o que você vive. você é as cartas que recebe, as cartas que você escreve, você é as lembranças guardadas na sua caixa de Pandora, você é o que você recorda. Você é o olhar profundo compartilhado com alguém, o romantismo raro, você é o que você ama. Você é o que você sonha, o que sonha ser realidade. Você é o batuque do tambor que ressoa internamente vibrando tudo ao seu redor. Você é o carinho que recebe, o cafuné, o abraço apertado. Você é o que ninguém vê.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Já me fazem falta.


Terça, 12 de fevereiro de 2008,
17:20h chego ao 1º ato e sento ali, em uma daquelas mesinhas que eu sempre sentava ou com a Luisinha pra comer pão com nutella, ou com o Lucas pra ouvir ele cantando pra mim e falando as coisas engraçadas da cabeça dele e suas idéias filosóficas sobre tantas coisas, ou com a Bianca pra rirmos do q acontece nos 'bastidores' daquela escola [e acredite, é cada coisa...]. Fico lembrando de cada momento vivido ali nas turmas, nas palhaçadas da Pit que sempre até nos meus piores momentos me faziam rir e me alegravam nem que fosse apenas naquele momento, das aulas tão engraçadas do jazz avançado, da Babi Sabino me chamando de chata [e vice-versa], das piadas toscas da Marina Novais [tipo a do 'Shu'], das perguntas viajadas da Alice, etc. Fiquei ali na mesinha lanchando, lendo e fitando os olhos na tv q passava o DVD do festival de novembro e dezembro de 2007. É, depois de 3 anos estudando jazz dance lá, vou parar esse ano. Fazer aula de teatro [iupiii!] pra me preparar melhor ainda pelo o que vem pela frente. Talvez eu volte ano que vem. Talvez...

"Cara de bolacha, corpo de princesa, fala igual uma maritaca, essa é a Livinha minha lindeza. hahaha" Até das brincadeiras toscas, mas felizes, do meu amigo bailarino Lucas Soares eu vou sentir saudades! :~

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Doce inocência...

Já dizia Cássia Eller; "Quem sabe eu ainda sou uma garotinha esperando o ônibus da escola sozinha?! Quem sabe a vida é não sonhar?! Eu só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade. Bobeira é não viver a realidade... E eu ainda tenho uma tarde inteira." Relembrando e querendo viver novamente o tempo q passou, o tempo da minha infância. Tenho pensado mto e vivido mtas vezes presa em alguns devaneios nela contidos. Parece q minha vida congelou naquele tempo. Entre 1996 e 2002... Como era boa a época em q na escola eu fingia estar com dor de cabeça só pra sair da sala de aula e poder tomar um chazinho de erva cidreira na enfermaria do colégio q era onde certamente havia o melhor chá desse sabor. Ah, como era bom dançar Chiquititas no recreio, enviar cartinhas e bilhetinhos pras amigas no meio de alguma aula importante, comer o lanche da cantina e até as briguinhas infantis. Como é bom relembrar a infância dos anos 90, as vezes q eu tocava campainha e corria, as brincadeiras, os desenhos animados, o primeiro amor! Bobeira é não viver a realidade. Mas eu vivo. Ou pelo menos tento viver.

[let's still living in the way it comes]