sexta-feira, 21 de outubro de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A poesia está em tudo, onde está a poesia?

No corpo, na alma, na união dos corpos, na união das almas, na união entre corpos e almas. Num corpo que dança sozinho no palco, no roçar de dois corpos juntos, na dança realizada por eles entrelaçados. Na união dos corpos ao adormecerem. Aí está a poesia, nos corpos, nos corpos... em tudo.

domingo, 29 de maio de 2011

O belo está nos olhos de quem quer

foto: meu olhar através da lente de Lorena Borges.

Eu vejo beleza nas pequenas coisas. Às vezes até mesmo onde ninguém vê, ou onde, à princípio, não teria beleza alguma. 


A beleza do dia de hoje está num morador de rua que dança com a melodia e alegria do som que toca no palco. Outro morador de rua aproxima-se de uma moça da plateia, e como um artista que interage com a plateia, este andarilho, com gentileza, beija sua própria mão e sopra um beijo pra moça que observa com atenção o gesto daquele homem, e não com desprezo e nojo como muitos olhariam. 


Que belo ver que não sou a única que enxerga beleza nessas pequenas coisas. Não, não era um bêbado, era apenas um morador de rua, catador de latinhas, que tenta viver o belo, tenta se divertir por um dia, ao deixar de lado sua posição na sociedade por um momento e sorrir. 


Sorrir como cada indivíduo ali presente. Sorrir como eu, que tive uma manhã linda com minha mania de observar mais a expressão da plateia do que de quem se apresenta no palco. 


Sempre sorrio e me emociono com cada face em diferentes expressões que vejo. Sorrio com a alma, e não apenas com os lábios. 


Numa manhã linda e ensolarada, são pessoas no Parque Municipal de BH assistindo a um grupo que canta cantigas inspiradas no folclore brasileiro. Poxa, isso me faz tão, tão feliz! Me sinto linda e leve quando vou a lugares assim. 


Ao ar livre e numa apresentação cultural, o meu maior prazer é observar. Observo tudo! 


Ao meu lado esquerdo há, no colo de um carinhoso pai, uma garotinha que fixa atenciosamente o olhar no palco e na atração que nele está. Ao meu lado direito há um casal que observa com um sorriso na face e outro na alma o filhinho deles, que ora marcha, ora corre, ora corre marchando, sempre risonho e com os pais babões a observá-lo. 


Enquanto a mãe admira e fica atenta para segurar o garotinho no morrinho para ele não cair, o pai dá um zoom na câmera para capturar o sorriso e a alegria do filho que o zoom da lente do olhar de pai já mantém registrado e arquivado desde o momento em que este filho, de olhos levemente puxados, nasceu. 


Na minha frente há uma multidão, em que cada pessoa, de forma individual em suas expressões e gestos, aprecia o que acontece no palco. São crianças de todas as idades, entre 3 e 70 anos. Pois todos nós, se cuidarmos desde cedo, temos um eterno espírito de criança, com pureza ao saber admirar certas coisas e situações. Quem diz não ter é pq está morto. Sim, morto. Pois o ser que não tem o mínimo de pureza e alegria de uma criança não vive, apenas existe. 


De nada vale ser sempre carrancudo, triste e nervoso. Espalhe pequenas alegrias! E onde achar que só existe tristeza, enxergue o "lado b" das coisas. Um sorriso dado por um morador de rua, uma florzinha numa rocha nua, uma criança sinceramente alegre que espalha sorrisos pela casa triste, seu cãozinho lhe pedindo carinho, ao chamar sua atenção fazendo alguma bagunça... 


Coloque música nas coisas! Isso, coloque música nas coisas e elas se tornarão belas! De forma a imaginar uma trilha sonora para cada situação que você passar e viver, desde a música que você acha que combina com determinada pessoa que passa pela rua, até a música que você gosta de ouvir com a pessoa que você ama e deseja debaixo dos lençois, mesmo que nesse caso a música seja o silêncio, que por sinal é uma bela música que prazerosamente apreciamos a melodia.


E você, onde procura encontrar o belo que outros não sabem enxergar?


sábado, 19 de março de 2011

Vivendo em Ouro Preto. Vivendo Ouro Preto.

foto: paisagem do trem da vale, que faz o trajeto Ouro Preto - Mariana.

Esta foi a primeira semana de aula. Semana de adaptações, de saudades de casa, de socialização e novas amizades, semana enfim, de vida nova. Quanto ao curso na UFOP [Turismo] tive uma ótima primeira impressão e creio que vou gostar bastante do curso. Cultura é meu maior prazer e desejo de área pra trabalhar, e estou vendo belas oportunidades de conciliar a formação com a minha paixão que é a cultura de um povo. Cultura popular, artes e turismo estão interligados de uma forma interessante que creio poder me aproveitar bastante disso. Aproveitar cada oportunidade que a faculdade oferece. Nesse período têm me atraído bastante as disciplinas "História da Cultura" e "Introdução à Sociologia". Não existe curso fácil e curso difícil qdo vc realmente se interessa e se aprofunda. Aliás, creio que qualquer curso não possa ser dito como fácil. Se é difícil entrar numa universidade pública no Brasil, se manter nela é pra quem realmente gosta. Na área de exatas, haja cálculos e mais cálculos... Nas outras áreas, haja textos e mais textos a serem xerocados e lidos. No mais, estou vivendo em Ouro Preto. Vivendo Ouro Preto. Amo interior, amo cidade histórica, amo cultura. Acho que não tinha lugar melhor pra eu estudar.

Sou do mundo, sou Minas Gerais.
Ser Minas, tão Gerais! :)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

[re]mexendo na Caixa de Pandora

E hoje foi o dia de sentir saudades loucamente de muita coisa do meu passado. Resolvi revirar minha caixa pra procurar uma carta que citei numa crônica que escrevi em 2002 sobre "O meu melhor presente". Não vou reescrever a crônica aqui, até pq não ficou bem escrita, mas relembrarei o fato. Era uma segunda feira, dia 28 de agosto de 2000, dois dias depois do meu aniversário. Eu estudava no lugar que hoje vejo que foi o lugar que mais aproveitei a vida; Centro Pedagógico da UFMG. Enfim... Nesse dia de 28 de agosto eu andava triste por onde passava, por pensar que importantes amigas da época [Cathe, Carol, Nathália e Bruna] tinham esquecido do meu aniversário, ou como se dizia, pensar que elas estavam "de mal" de mim. Fato é que elas fizeram uma ótima encenação e conseguiram me tirar muitas lágrimas. Pois foi quando após o "recreio", numa aula de português, entrou o diretor da escola com uma cesta enorme com mta coisa dentro e começou a ler a carta que a acompanhava:
"Nós preparamos tudo para que vc pensasse que estávamos com raiva de você, e que pensasse que nem lembramos do seu niver..."

O diretor leu a carta toda e me entregou a cesta. Foi quando recebi um abraço caloroso daquelas por quem eu tanto tenho um carinho enorme até hoje; Carol e Cathe. Se eu estava anteriormente chorando de tristeza, passei naquele momento a chorar de emoção e alegria por essa amizade. Amizade que embora esteja bem morna ultimamente, eu só tenha excelentes lembranças. Minha caixa que o diga... O que mais se encontra nela são cartas da Carol e da Catherine. Sabe, é uma forma de eternizar o passado e ficar sempre próxima dessas lembranças lindas de uma amizade que só me fez crescer como pessoa. Amizade que só me fez bem. É amor demais. E saudades demais!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre o hoje

Exatamente o dia de hoje; domingo. Dia peculiar foi esse... Começou com uma seção de músicas "antigas" que me trazem toda a lembrança da minha adolescência. Sair com meu irmão foi estranho, mas um estranho bom e proveitoso. Acho que nunca tinha saído com ele pra encontrar os amigos dele [que acabam sendo um pouco meus tb]. Fomos tomar açaí, e na verdade só fui com ele pq, tb estranhamente, a Camila estaria lá. Camila, minha amiga há 17 anos, irmã do Fabinho, amigo do meu irmão há tb o mesmo tempo! Poxa, como o tempo passa... Camilinha acabou de voltar a morar em BH e estamos voltando a ter a nossa antiga amizade. Mtos anos distantes distanciaram um pouco os nossos assuntos, mas sempre arrumamos algum. Enfim, o Fabinho como sempre me matou de rir enquanto tomávamos açaí. Ele e meu irmão com suas eternas brincadeiras bobas q me tiram boas risadas. Na peça teatral que fui hoje conheci dois primos [tortos] que me encheram de orgulho à primeira vista; orgulho por fazerem parte deste lindo mundo da arte, do teatro. Um atuava maravilhosamente no palco e o outro, que mora no RJ, assistia tb cheio de orgulho. Ao ir buscar meu irmão no prédio que moramos por mais de 10 anos, foi nostálgico ver as pessoas que antes eu conhecia só como crianças e hoje são jovens e adultos tomando rumo na vida.

É, Lívia... Você tá ficando velha, heim. E acho que preciso de uma agenda ou caderno pra usar de diário, pois apesar de querer fazer do blog um diário, creio que seria chato pros leitores. Enfim, hoje foi um dia produtivo. Que meu ano seja todo assim; repleto de coisas novas, reecontros e nostalgia.