Me encantam as riquezas culturais em cada parte desse nosso país, em cada estado e até mesmo a diversidade cultural que há em poucos metros quadrados ao nosso redor. Diversidade de pensamentos, de personalidades, de gostos e desgostos, de cultura. É algo que me encanta muito! De uma forma tão linda e pura que me emociona facilmente em pensar nas formas de arte que estas variedades culturais tendem a se manifestar e no que podem causar nas pessoas. E volto naquilo de o belo estar nos olhos de quem quer ver, pois eu vejo sempre em cada detalhe que costuma passar desapercebido. Não muito longe de mim, percebo a riqueza artística cultural da nossa capital, Belo Horizonte. Festivais culturais gratuitos acontecem o ano inteiro para o diverso (e bom) interesse da população. Particularmente, os que eu mais gosto são os festivais de culturas populares como o Festival de Arte Negra e o Vozes de Mestre, por exemplo. Em cada um desses diversos festivais há uma característica peculiar que sempre atrai e encanta a população. Sempre há os que vão pela primeira vez conhecer "o tal festival que está acontecendo perto de casa" e costumo perceber esses rostinhos novos, pela feição de surpresa boa quando o festival começa, quando aquele som diferente do que toca nas rádios começa a ecoar pelo ambiente. E o belo vai ficando ainda mais belo quanto algumas (geralmente poucas) pessoas começam a dançar ali no meio da multidão sem ligar pro que os outros pensam, quando fecham os olhos pra apreciar aquela música, ou simplesmente quando olham pro palco e apreciam a apresentação com um singelo sorriso no rosto e outro enorme interno. Essa riqueza de cultura que se espalha pela cidade durante esses festivais é para nós uma construção na vivência coletiva, fruto de difusões de culturas distintas e de criações e saídas novas para problemas cotidianos. Cortejos, apresentações circenses, teatros de palco, de rua ou de bonecos, dança, música, tudo isso junto e misturado, ou quaisquer outras formas de expressão artística. As pessoas que passam a conhecer esses festivais e suas atrações certamente se encantam também e procuram conhecer mais e mais festivais... E por aí, pelo boca a boca, o que ficou daquele momento começa a se espalhar, fazendo com que cada vez mais rostinhos novos ávidos pelo interesse em cultura e arte passem a amar e fazer boas propagandas para os amigos. Com isso as pessoas conhecem cada cantinho gostoso que BH tem e muitos não conhecem, como os pequenos parques em outras regiões que não a central, praças, teatros menos conhecidos e por aí vai. E cada vez a cidade vai ficando mais e mais linda, cheia dessas pessoas repletas de sorrisos internos e olhares para o belo que passam a conhecer. E isso se espalha... se espalha... se espalha... E isso me encanta, me encanta, me encanta. E vai continuar me encantando.
ps.: Nos bastidores da exposição de Portinari conheci uma mulher com mais de 60 anos, se não me engano ela nos disse ter 65, mas que eu diria que tinha entre 47 e 50 anos, pela feição serena e jovem que ela tem. O segredo dela, como ela disse, é trabalhar com a arte. E é mesmo, pois não parecia ter nada de plástica. E o sorriso... Um encanto de pessoa.