Ao assistir aos alunos do projeto de dança do Primeiro Ato na barragem eu me sentia bem em ver cada sorriso, cada olhar, cada passo de dança, cada batuque na percussão da bateria, cada vôo de perna no jogo de capoeira, enfim, cada alegria estampada no rosto, na mente e no corpo de cada jovem que ali apresentava o festival de final de ano que mostra o trabalho de um ano inteiro. Sempre me pego observando mais a reação das pessoas na platéia do que a dos artistas que estão no palco. Ao menos mais detalhadamente do que os que estão no palco. São pessoas de uma classe mais humilde, mas que certamente não são menos felizes por isso. Pelo contrário, a platéia gritava e batia palma com uma energia incrível! Acho até que uma energia maior que nos festivais do Primeiro Ato, justamente por eles lutarem cada dia mais pra que seus filhos não se envolvam em coisas negativas da comunidade. Passavam essa alegria através de aplausos e gritarias como reflexo do orgulho que sentem de seus filhos estarem ali, tendo a oportunidade de se envolverem com a arte e a cultura que provavelmente muitos desses pais não tenham tido igual. É em projetos assim que percebemos que o mundo não está totalmente perdido. Certamente são pequenas ações como estas que trazem alegria pra quem tem menos oportunidades.
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