terça-feira, 20 de novembro de 2012

O belo está nos olhos de quem quer (parte 2)


Primeiramente, se quiser ler/reler a parte 1, clique aqui. :)

Olhos de quem aprecia a paisagem e olhos de pais que se encantam com o olhar de encantamento dos filhos pela paisagem durante a pequena viagem de trem. A beleza está tanto na paisagem quanto na alegria e encantamento das pessoas. 

Do lado de cá eu observo mais a expressão das pessoas do que a própria paisagem. São formas diferentes de enxergar o que é belo e onde está o belo. O belo está nos olhos de quem vê. Eu o vejo nos olhinhos brilhantes das crianças, no amor incondicional dos pais e mães que fazem com que os filhos apreciem o mundão verde lá fora sem se dispersarem. Eles babam pela feição de abobadas das crianças observando os mares de morros maravilhosamente verdes e as cachoeiras ao longo do caminho (que embora poluídas são lindas). Pais, sempre babões... Uma graça de se ver essa delícia de amor. 

Na semana seguinte acompanhei um grupo de idosos de um centro de saúde daqui de Ouro Preto. Entre eles estava uma mulher acompanhando e tocando violão. Tocando e cantando músicas nostálgicas deliciosas, principalmente naquele momento em especial, em que com certeza aqueles velhinhos fofos tiveram várias lembranças do que viveram. E como é bom ouvir músicas que fizeram parte da nossa vida, né?! Um filme de alegrias e momentos bons que vivemos invadem nossa mente. Foram músicas como mpb, sertanejo dos bão/antigos, música brega, etc. 

Delícia de viagem em que a maioria cantava e encantava. Uns não cantavam, mas ouviam atentamente apreciando a paisagem. Outros contavam casos de sua infância para o companheiro ao lado no banco do trem. Uma senhora estava pensativa, de cara fechada, mas às vezes cantando timidamente. Eram pessoas que dava vontade de ficar horas e horas ouvindo as histórias de quando eram jovens e o que já viram e viveram nessa vida. 

Em uma das músicas cantaram Tonico e Tinoco - Chico Mineiro. Na parte do "...fizemos a última viagem..." a mulher que estava tocando violão disse em alto e bom som "não é a última viagem não, hein gente!" e deu um grito gostoso de motivação e alegria, tipo um uhuuu! hehehe. 

E é assim que devemos viver a vida, pensando sempre em viver outros momentos prazerosos. Momentos e mais momentos! Basta realmente querer pra enxergar o belo em qualquer coisa e momento, por mais singelo que seja, há algo que certamente irá nos marcar. Ou ao menos assim deveria ser... E é o que eu fiz, faço e continuarei fazendo, pois é nesses pequenos momentos que mais me pego sorrindo sozinha. Aquele sorriso tímido, mas enorme e gostoso por dentro.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Desabafo de hoje

Sim, eu tenho medo da morte. Mas mais do que da minha própria morte, da morte de pessoas que eu amo e que são próximas à mim. A primeira e última pessoa muito próxima que perdi foi em 1994, meu avô Roberto. Tão brincalhão, mas que apesar de amá-lo não convivemos tanto, e por ser novinha acho que não senti tanto a perda. Hoje se foi uma prima da minha mãe muito querida... Minha prima de segundo grau. Ela tinha sempre um sorriso gostoso no rosto e na alma que transmitia uma paz e uma cumplicidade muito boas. Era aquela prima sempre presente e boa de conversa, uma artista que fazia coisas artesanais lindas e agora mais do que nunca lembrarei sempre dela qdo eu usar a pulseira de miçangas que uma vez ela me deu! :') Não acreditei quando entrei no facebook e tinham postado lá no grupo da família Nogueira sobre a morte dela, mas alguns minutos depois minha avó de Formiga me mandou msg no celular confirmando. Foi qdo senti um aperto no peito e chorei, chorei por realmente gostar muito dela e de toda a família de Arcos. Que tenhamos forças agora e possamos sempre lembrar da pessoa linda que ela era, e do quanto a simpatia dela nos contagiava sempre. Vá em paz, Raquel. Você foi uma pessoa maravilhosa aqui na terra e agora irá alegrar os anjinhos do céu com seu sorriso, seu artesanato, sua alegria. Amamos você! ♥

quarta-feira, 14 de março de 2012

Desejo o despenteio

Fazer amor, despenteia. Rir às gargalhadas, despenteia. Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. Tirar a roupa, despenteia. O mais singelo beijo, despenteia. Um beijo caliente aos amassos, despenteia. Brincar, despenteia. Cantar até ficar sem ar, despenteia. Caminhar, sem ou com rumo, despenteia. Cafuné é bom e despenteia. Dançar, despenteia. Muito do que é bom despenteia e traz felicidade. Desejo sempre o despenteio!

Ao dia nacional da poesia

quarta-feira, 7 de março de 2012

Diversas delas

Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome. Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores! Cores das pinturas em cada arquitetura da cidade barroca onde moro, tons mais discretos de cores, mas de diversas delas, cores! Diferentes tons de verde em grama, árvores, plantas, meus olhos de esmeraldas, cores! Olho no espelho e cada dia vejo cores diferentes, que são refletidas pelo meu estado emocional no momento, cores! O lindo azul do céu e suas nuvens tão, tão brancas, cores! Um quadro bem colorido do Pink Floyd que vejo da janela do meu quarto, na casa da frente, cores! Cores, cores, cores.