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Olhos de quem aprecia a paisagem e olhos de pais que se encantam com o olhar de encantamento dos filhos pela paisagem durante a pequena viagem de trem. A beleza está tanto na paisagem quanto na alegria e encantamento das pessoas.
Olhos de quem aprecia a paisagem e olhos de pais que se encantam com o olhar de encantamento dos filhos pela paisagem durante a pequena viagem de trem. A beleza está tanto na paisagem quanto na alegria e encantamento das pessoas.
Do lado de cá eu observo mais a expressão das pessoas do que a própria paisagem. São formas diferentes de enxergar o que é belo e onde está o belo. O belo está nos olhos de quem vê. Eu o vejo nos olhinhos brilhantes das crianças, no amor incondicional dos pais e mães que fazem com que os filhos apreciem o mundão verde lá fora sem se dispersarem. Eles babam pela feição de abobadas das crianças observando os mares de morros maravilhosamente verdes e as cachoeiras ao longo do caminho (que embora poluídas são lindas). Pais, sempre babões... Uma graça de se ver essa delícia de amor.
Na semana seguinte acompanhei um grupo de idosos de um centro de saúde daqui de Ouro Preto. Entre eles estava uma mulher acompanhando e tocando violão. Tocando e cantando músicas nostálgicas deliciosas, principalmente naquele momento em especial, em que com certeza aqueles velhinhos fofos tiveram várias lembranças do que viveram. E como é bom ouvir músicas que fizeram parte da nossa vida, né?! Um filme de alegrias e momentos bons que vivemos invadem nossa mente. Foram músicas como mpb, sertanejo dos bão/antigos, música brega, etc.
Delícia de viagem em que a maioria cantava e encantava. Uns não cantavam, mas ouviam atentamente apreciando a paisagem. Outros contavam casos de sua infância para o companheiro ao lado no banco do trem. Uma senhora estava pensativa, de cara fechada, mas às vezes cantando timidamente. Eram pessoas que dava vontade de ficar horas e horas ouvindo as histórias de quando eram jovens e o que já viram e viveram nessa vida.
Em uma das músicas cantaram Tonico e Tinoco - Chico Mineiro. Na parte do "...fizemos a última viagem..." a mulher que estava tocando violão disse em alto e bom som "não é a última viagem não, hein gente!" e deu um grito gostoso de motivação e alegria, tipo um uhuuu! hehehe.
E é assim que devemos viver a vida, pensando sempre em viver outros momentos prazerosos. Momentos e mais momentos! Basta realmente querer pra enxergar o belo em qualquer coisa e momento, por mais singelo que seja, há algo que certamente irá nos marcar. Ou ao menos assim deveria ser... E é o que eu fiz, faço e continuarei fazendo, pois é nesses pequenos momentos que mais me pego sorrindo sozinha. Aquele sorriso tímido, mas enorme e gostoso por dentro.

Nossa, viajei com teu post. Imaginei cada coisa acontecendo e no final tb acabei sorrindo aqui sozinha :>
ResponderExcluirBjs