Tenho uma espiritualidade muito forte. Sempre tive. Mas nos últimos 3 anos isso vem sendo fortalecido mais a cada dia... Minha avó sempre diz que preciso ir à missa, preciso pagar o dízimo.
Costumo dizer a ela algo como "mas vó, eu já faço o bem pro outro e pro meu redor da melhor forma que eu posso, isso já não vale? Tenho uma espiritualidade muito saudável e bonita. Tem muito cristão por aí que só dissemina o ódio e preconceito ao próximo, às minorias, enquanto tudo o que deveria ser feito é amar e respeitar tudo e todos, por mais diferentes que possam ser".
Mas claro que ela sempre diz que não, não basta, que eu tenho que ir à missa, ouvir a palavra de Deus. Mas que Deus é esse das religiões cristãs que aprisiona, que demanda sempre uma renúncia de algo para que você se beneficie futuramente por tal sacrifício? Às vezes é um Deus de amor, mas muitas vezes é um Deus que aprisiona.
A visão sobre a construção de Deus deveria ser, acima de tudo, sobre amor. Não faz sentido essa culpa e puritanismo em tudo que as religiões cristãs nos impõem. Levo pra mim um pouquinho de cada religião que venho conhecendo, mas levo acima de tudo, o amor. Este sim salva tudo e todos.
Costumo dizer a ela algo como "mas vó, eu já faço o bem pro outro e pro meu redor da melhor forma que eu posso, isso já não vale? Tenho uma espiritualidade muito saudável e bonita. Tem muito cristão por aí que só dissemina o ódio e preconceito ao próximo, às minorias, enquanto tudo o que deveria ser feito é amar e respeitar tudo e todos, por mais diferentes que possam ser".
Mas claro que ela sempre diz que não, não basta, que eu tenho que ir à missa, ouvir a palavra de Deus. Mas que Deus é esse das religiões cristãs que aprisiona, que demanda sempre uma renúncia de algo para que você se beneficie futuramente por tal sacrifício? Às vezes é um Deus de amor, mas muitas vezes é um Deus que aprisiona.
A visão sobre a construção de Deus deveria ser, acima de tudo, sobre amor. Não faz sentido essa culpa e puritanismo em tudo que as religiões cristãs nos impõem. Levo pra mim um pouquinho de cada religião que venho conhecendo, mas levo acima de tudo, o amor. Este sim salva tudo e todos.
Dos últimos 5 anos pra cá tenho me sentido cada vez mais livre, cada vez mais dona de mim, cada vez mais forte, mais baixinha arretada, com mais amor próprio. Quando nós, mulheres, somos criadas por grande parte da família sendo patriarcal, o que nos resta é um cadim de insegurança, puritanismo, de forma inconsciente.
Foi assim comigo, é assim com muita mulher e será com muitas outras. Demorei a me libertar um cadim disso? Sim. Mas antes tarde do que mais tarde, não é mesmo? Hoje não me culpo por isso. Sei que isto é consequência da criação que tive, em que o homem tinha a palavra final, em que o homem não respeita a mulher, mas a trata com inferioridade (de forma consciente ou não), para que seja dependente dele, financeiramente ou psicologicamente.
Parece ridículo quando a gente lê, né? E de fato é. Sorte a minha ter uma mãe forte, com pensamentos livres, que conseguiu reverter tudo isso de mim. Tudo isso em mim.
Foi assim comigo, é assim com muita mulher e será com muitas outras. Demorei a me libertar um cadim disso? Sim. Mas antes tarde do que mais tarde, não é mesmo? Hoje não me culpo por isso. Sei que isto é consequência da criação que tive, em que o homem tinha a palavra final, em que o homem não respeita a mulher, mas a trata com inferioridade (de forma consciente ou não), para que seja dependente dele, financeiramente ou psicologicamente.
Parece ridículo quando a gente lê, né? E de fato é. Sorte a minha ter uma mãe forte, com pensamentos livres, que conseguiu reverter tudo isso de mim. Tudo isso em mim.
Efectivamente, sólo la vida del espíritu da plenitud al ser humano. Ella es un bello sinónimo para espiritualidad, frecuentemente identificada o confundida con religiosidad. La vida del espíritu es más, es un dato originario y antropológico como la inteligencia y la voluntad, algo que pertenece a nuestra profundidad esencial.
Sabemos cuidar la vida del cuerpo, hoy una verdadera cultura con tantas academias de gimnasia. Los psicoanalistas de varias tendencias nos ayudan a cuidar de la vida de la psique, para llevar una vida con relativo equilibrio, sin neurosis ni depresiones.
Pero en nuestra cultura prácticamente olvidamos cultivar la vida del espíritu que es nuestra dimensión radical, donde se albergan las grandes preguntas, anidan los sueños más osados y se elaboran las utopías más generosas. La vida del espíritu se alimenta de bienes no tangibles como es el amor, la amistad, la convivencia amigable con los otros, la compasión, el cuidado y la apertura al infinito. Sin la vida del espíritu divagamos por ahí sin un sentido que nos oriente y que hace la vida apetecida y agradecida.
Una ética de la Tierra no se sustenta ella sola por mucho tiempo sin ese supplément d’ame que es la vida del espíritu. Ella hace que nos sintamos parte de la Madre Tierra a quien debemos amar y cuidar.
Leonardo Boff



