Achei que sempre fui a cara da minha mãe até rever estas fotos. Daí fiquei quase uma hora vendo e revendo cada uma delas, não resisti e fiz uma colagem com a brincadeira "onde está o Wally"? Muito parecidos de uma forma que nunca observei... Tenho um cadim do jeito "sou minha melhor companhia" dele, de quem realmente gosta de ser e estar sozinho em determinados momentos. Que não cansa de viver e sorrir com a sua própria companhia, sem a necessidade de ter sempre alguém com quem compartilhar os momentos. Ultimamente tornei a pessoa nele que eu criticava em que, mesmo trabalhando com tanta gente legal e muitos deles almoçando juntos, ainda assim prefiro a minha própria companhia neste momento sagrado. Eu, minha comida, minhas reflexões e no máximo meu fone de ouvido algo. E logo após o almoço aqueeeele cochilinho em qualquer canto que encostar: ele, quando eu também trabalhava na Praça Sete, foi apresentado por mim para o sofá maravilhoso do Sesc Palladium, hoje eu deito na empresa e também cochilo. Bébabosa é na dele, mas não dispensa os poucos e bons que o rodeiam. Sou assim também, de poucos, mas ótimos amigos. Até na crueldade da infância analisando bem éramos parecidos... Enquanto ele botava fogo no jornal da vizinha, eu fazia chantagem emocional com minhas priminhas. O engraçado é só ter observado isso da aparência física hoje. Sempre achei que fosse parecida apenas com minha mãe, até rever essas fotos. Talvez porque por muito tempo era mais óbvio e cômodo ver a semelhança com minha mãe, por me identificar mais com ela no quesito modo de viver a vida, pensar no outro, pensar no todo. Mas há também muito em mim dos gostos culturais e modo de viver a vida do meu pai também. Ele também já fez teatro e foi dele a influência maior para até hoje eu amar teatro e, evolutivamente, toda forma de arte e cultura que expresse a alegria e tristeza do amor e dor do povo. Gosta de MPB e com ele aprendi muito da história da Ditadura Militar brasileira em músicas do Chico Buarque, Ney Matogrosso, Caetano Veloso e por aí vai. Me apresentou meu ídolo mor da música brasileira: Alceu Valença, ao me contar sobre a história da música "Papagaio do Futuro".
Apenas hoje, com a evolução de ambos (dele principalmente), é que vejo que voltei a ter essa visão de semelhança: através de uma semelhança física do passado após anos sem notá-la. Voltamos a viver a vida mais leve mantendo sempre a simplicidade que nunca deixou de existir e insistir em nós. E assim vamos trilhando nossos respectivos caminhos.
Apenas hoje, com a evolução de ambos (dele principalmente), é que vejo que voltei a ter essa visão de semelhança: através de uma semelhança física do passado após anos sem notá-la. Voltamos a viver a vida mais leve mantendo sempre a simplicidade que nunca deixou de existir e insistir em nós. E assim vamos trilhando nossos respectivos caminhos.

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